Reinaldo Diniz https://www.reinaldodinizpsi.com Psicólogo Clínico | Membro Efectivo OPP | Membro da SPPC | Membro da APA Sun, 10 May 2026 21:33:58 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.reinaldodinizpsi.com/wp-content/uploads/2019/10/cropped-logo-final-jpeg-32x32.jpg Reinaldo Diniz https://www.reinaldodinizpsi.com 32 32 Desenvolvimento pessoal. Tempo para si. https://www.reinaldodinizpsi.com/desenvolvimento-pessoal-tempo-para-si/ Sun, 21 Nov 2021 16:17:23 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1791

Fala-se muito de crescimento profissional, objetivos e sucesso. Mas, com frequência, o desenvolvimento pessoal fica para segundo plano.
E, no entanto, é aí que tudo começa.
Crescer enquanto pessoa — nas várias dimensões da vida, seja como parceiro, pai ou mãe, filho, profissional ou amigo — implica prestar atenção ao que se passa dentro de nós. Nem sempre é simples. Muitas vezes, conseguimos ser compreensivos, pacientes e curiosos com os outros, mas temos dificuldade em fazer o mesmo connosco.
É comum ignorarmos sinais internos: emoções que evitamos, pensamentos que adiamos, conflitos que preferimos não olhar. Mas aquilo que não é escutado em nós acaba, mais cedo ou mais tarde, por se manifestar — na forma como reagimos, nas relações, nas decisões que tomamos.
Mesmo quem está habituado a cuidar dos outros não está imune a isto. Ter consciência do que se passa internamente é um processo contínuo, não um ponto de chegada.
Quando nos afastamos de nós próprios, é fácil entrar em piloto automático — cumprir tarefas, responder a exigências, manter tudo a funcionar. Mas, por dentro, pode surgir cansaço, frustração, insegurança ou desmotivação.
Reservar tempo para si não é um luxo. É uma necessidade.
É nesse espaço que se torna possível escutar o que está presente, compreender melhor as diferentes partes de si e começar a relacionar-se consigo de uma forma mais consciente e integrada. A partir daí, as mudanças deixam de ser apenas reativas e passam a ser mais alinhadas com aquilo que realmente importa.
Cuidar de si não é afastar-se da vida.
É aproximar-se dela com mais clareza, presença e harmonia interna.

Reinaldo Diniz

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Trauma, ferida emocional https://www.reinaldodinizpsi.com/trauma-ferida-emocional/ Sat, 17 Oct 2020 00:01:41 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1622

Todos nós carregamos, de alguma forma, experiências que nos marcaram.
Muitas vezes são episódios aparentemente insignificantes, mas que deixaram uma ferida emocional — mesmo quando já não nos lembramos deles de forma consciente.
Sabemos que a infância tem um papel importante no desenvolvimento emocional. Ainda assim, nem sempre é evidente como aquilo que vivemos no passado continua presente na forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos hoje.
O trauma não é algo que possamos evitar completamente. Faz parte da experiência humana — enquanto crianças, enquanto cuidadores e ao longo da vida adulta. O que faz diferença é a forma como essas experiências ficam (ou não) integradas em nós.
Quando algo não é processado, pode continuar a manifestar-se internamente: através de ansiedade, vergonha, sensação de impotência ou estados de bloqueio. São sinais de que há partes de nós que precisam de atenção.
O trabalho terapêutico passa por criar um espaço seguro onde seja possível aproximar-se, com curiosidade e cuidado, dessas experiências internas — sensações, emoções, imagens e pensamentos que ficaram por integrar.
Embora possa parecer difícil, ou até assustador, entrar em contacto com essa vulnerabilidade, esse processo pode também ser profundamente transformador. Ao dar atenção ao que foi evitado, reduz-se o impacto que essas experiências têm no presente.
Cuidar dessas feridas não é reviver o passado.
É permitir que, dentro de si, algo possa finalmente ser compreendido, integrado e tranquilizado — abrindo espaço para maior harmonia interna.otência ou congelamento que precisam de nossa atenção por forma a poderem ser tranquilizados.

Reinaldo Diniz

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Em tenra idade absorvendo tudo o que nos é oferecido https://www.reinaldodinizpsi.com/em-tenra-idade-absorvendo-tudo-o-que-nos-e-oferecido/ Thu, 02 Jul 2020 21:52:18 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1523
A melhor compreensão de nós mesmos leva-nos à nossa história, desde a infância até ao presente.
Em tenra idade absorvemos tudo o que nos é oferecido: a linguagem, a forma de existir no mundo, a maneira como nos relacionamos com as figuras parentais e com os outros. Internalizamos, sem questionar, aquilo que nos é transmitido — incluindo mensagens sobre quem somos, quem são as outras pessoas e como devemos relacionar-nos com elas.
Devido à subjetividade e à imaturidade cognitiva próprias da infância, tendemos a acreditar que aquilo que acontece à nossa volta é por nossa causa. Ainda não dispomos das ferramentas necessárias para olhar com curiosidade para os comportamentos dos outros e compreender que, muitas vezes, pouco ou nada têm a ver connosco. E, por vezes, mesmo em adultos, continuamos sem espaço interno para essa consciência.
Os adultos dão e as crianças recebem. Que impacto terá tido no nosso desenvolvimento emocional aquilo que recebemos dos nossos cuidadores?
Pode tratar-se de mensagens diretas como: “és sensível demais”, “não chores, é feio”, “só me dás dores de cabeça” ou “não mereces”. Mas também de mensagens indiretas: uma perda, uma separação, a forma como os pais se relacionam entre si e com os outros — se gritam, se insultam, se choram, se criticam, se desconfiam, se vivem em ansiedade, se são autênticos ou se escondem quem são.
O foco da criança em absorver aquilo que recebe dos pais, que ama profundamente e de quem depende, é tão intenso que a sua construção interna vai sendo moldada pela experiência externa e interna. Desenvolvemos estratégias fundamentais para nos adaptarmos e sobreviver. Porque, para uma criança, a sobrevivência depende do vínculo e do amor dos cuidadores. E, por isso, muitas vezes aprendemos a trair, negar ou reprimir partes de nós mesmos.
Os nossos pais também passaram pela experiência de serem crianças e cresceram influenciados pelas suas próprias histórias de vida. O mesmo acontecerá connosco na relação com os nossos filhos. Por vezes, emoções, feridas e formas de estar passam de geração em geração.
Reinaldo Diniz
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Tempo e espaço para a mente https://www.reinaldodinizpsi.com/tempo-e-espaco-para-a-mente/ Sun, 31 May 2020 22:38:56 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1479

Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos é registado e, ao longo do tempo, vai moldando a forma como o cérebro funciona.


Os padrões que repetimos acabam por se fortalecer e influenciar a forma como reagimos à vida.
Quando tomamos consciência disso, torna-se mais claro o impacto do que mantemos na nossa atenção e no espaço interno que ocupamos com determinadas experiências, pensamentos ou preocupações.


As experiências deixam marca. Mas quando existe curiosidade e a capacidade de parar e observar o que se passa internamente, abre-se a possibilidade de transformação.


Não se trata de controlar o que sentimos, mas de criar espaço suficiente para compreender o que está presente — e, a partir daí, poder responder de uma forma mais consciente

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(Des) conexão em confinamento https://www.reinaldodinizpsi.com/des-conexao-em-confinamento/ Wed, 20 May 2020 22:57:23 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1456

Em momentos de crise ou mudança profunda, cada pessoa responde de acordo com a sua história de vida. Não há uma forma única de viver ou sentir essas experiências — cada percurso é individual.
Situações de isolamento ou limitação do contacto com os outros podem trazer sentimentos de insegurança, ansiedade, medo ou maior agitação interna. Naturalmente, isso pode influenciar o sono, a forma como pensamos e a forma como nos relacionamos.
Nestes períodos, torna-se importante reconhecer o que está ao nosso alcance e o que pode ser cuidado no dia a dia, para que a experiência seja mais suportável e integrada.
Somos seres profundamente relacionais. Quando o contacto com o outro diminui, pode surgir uma sensação de afastamento — não só dos outros, mas também de nós próprios.
Por vezes, estas situações mostram-nos algo essencial: não somos máquinas. Precisamos de ligação, de presença e de espaço para ser escutados e para nos escutarmos.
Mesmo em momentos de maior isolamento, manter alguma forma de conexão — consigo e com os outros — pode ser um fator importante de equilíbrio e sentido interno.

Reinaldo Diniz

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Ansiedade não é o que nos aconteceu. É a resposta ao que aconteceu. https://www.reinaldodinizpsi.com/ansiedade/ Wed, 20 May 2020 22:44:47 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1451

A ansiedade não é o que nos aconteceu.
É a forma como o nosso sistema interno responde ao que aconteceu.
Todos nós sentimos ansiedade em diferentes momentos da vida. Vai além da simples preocupação — pode tornar-se intensa, persistente e difícil de gerir.
Pode manifestar-se através de noites mal dormidas, aceleração do corpo, pensamentos repetitivos ou a tendência para antecipar cenários negativos. Nesses momentos, pode parecer que a ansiedade apenas atrapalha, tirando espaço ao descanso, à concentração e ao bem-estar.
A ansiedade é uma experiência comum, mas quando se torna intensa pode afetar profundamente a forma como nos sentimos connosco e com os outros.
Ainda assim, a ansiedade não surge sem razão.
Existe sempre uma função por detrás dela — uma tentativa de proteção, alerta ou adaptação a algo que, em algum momento, foi significativo.
Quando os níveis de ansiedade são muito elevados, pode ser difícil criar distância suficiente para a observar com clareza. Nesses momentos, acabamos muitas vezes por ficar “dentro” da própria experiência.
Procurar ajuda pode não ser fácil, mas pode ser um passo importante. Um espaço onde seja possível compreender o que está a acontecer por dentro, com mais segurança e menos julgamento, permitindo gradualmente maior regulação e sentido interno de estabilidade.

Reinaldo Diniz

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Precisamos de todos para ultrapassar isto – COVID-19 https://www.reinaldodinizpsi.com/precisamos-de-todos-para-ultrapassar-isto-covid-19/ Mon, 16 Mar 2020 01:51:40 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1403

Não é comum, como terapeuta, estar a passar pela mesma experiência que meus pacientes em tempo real. Enquanto se trabalha em conjunto para reduzir a propagação da COVID-19, as nossas vidas mudam radicalmente. Para além de afetar seriamente os nossos ritmos diários, priva-nos do contato humano regular que é essencial para nossa saúde mental. É fundamental manter uma saúde mental positiva e manter os cuidados necessários para o bem de todos.

Estamos a lidar com o desconhecido e a incerteza de forma muito intensa. Se refletirmos, sabemos que a vida que conhecemos já é por si só, é repleta de desconhecido e incerteza. A presente situação implica que temos um problema que nos retira o controlo, em que a única maneira de atacar é nos protegermos e protegermos os outros.

Embora haja sérias causas para a preocupação, é importante procurar manter a serenidade adotando uma abordagem de não criar pânico procurando evitar promover o aumento de níveis de ansiedade na população em geral.

Quando nos sentimos inquietos nervosos e ansiosos com tudo o que se está a passar podem surgir sentimentos de depressão, irritabilidade ou impulsividade e afetar quem nos rodeia. Mesmo sem intenção, por vezes podemos “descarregar” nas pessoas mais próximas de nós, as pessoas que mais amamos. Conectarmo-nos com os outros, com pessoas importantes para a nossa vida é tranquilizador e ajuda a reconhecer que não estamos sozinhos.

Não estamos mesmo sozinhos nisto. Esta é realmente uma realidade global em que todos são afetados e que todos devem fazer a coisa certa. Tomar consciência, o que significa permanecer no momento presente e concentrar-se no que é a situação procurando cuidar de si e dos outros.

Reinaldo Diniz

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Legado Geracional, como o afeta? https://www.reinaldodinizpsi.com/legado-geracional-como-o-afeta/ Sun, 16 Feb 2020 02:09:14 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1381

Tudo o que se experiencia ao longo da vida é filtrado através das nossas crenças acerca de nós mesmos.

Traumas graves podem afetar os filhos e netos daqueles que tiveram a experiência em primeira mão. Não apenas alguém pode sofrer trauma, como também pode transmitir os sintomas e comportamentos da sobrevivência ao trauma para os filhos, que podem passar adiante esses sintomas ao longo da linhagem familiar. O indivíduo, mesmo antes de nascer, já recebe uma projeção familiar e já vem ao mundo inserido numa história preexistente da qual ele é herdeiro e também prisioneiro.

Os pais também são filhos, também já foram crianças e tiveram experiência de vida na relação com os pais deles. Absorvemos também as crenças que nos foram transmitidas inconscientemente pelos pais e ancestrais. Aprendemos com os nossos pais, os nossos pais aprenderam com os pais deles, e nós ensinamos aos nossos filhos baseados no que aprendemos, sabemos e sentimos.

O trauma afeta a maneira como os pais são afetados e a paternidade afeta a maneira como a criança sente, pensa e se comporta na idade adulta.

Reinaldo Diniz

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Perturbações Alimentares Anorexia | Bulimia https://www.reinaldodinizpsi.com/perturbacoes-alimentares-anorexia-bulimia/ Mon, 20 Jan 2020 23:04:27 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1460

Perturbação Alimentar, uma resposta a um conjunto de emoções profundas e difíceis, que precisam de ser compreendidas para que se perceba o papel da PA na vida da pessoa. Com curiosidade e conexão, ajudando o sistema interno, compreendendo-o e, procurar alcançar a transformação interna para que o PA pare de fazer o que faz sem que seja pela força.

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Parentificação – Os filhos cuidadores https://www.reinaldodinizpsi.com/parentificacao-os-filhos-cuidadores/ Mon, 13 Jan 2020 00:54:45 +0000 https://www.reinaldodinizpsi.com/?p=1354

Todas as crianças nascem para crescer, desenvolver, viver, amar e expressar as suas necessidades e sentimentos de autoproteção. As crianças precisam do respeito e da proteção dos adultos. Os pais são os guardiões e cuidadores das crianças – cuidam das necessidades emocionais e físicas para garantir que as necessidades da criança sejam atendidas. Nas relações saudáveis entre pais e filhos, os pais dão e os filhos recebem. O papel dos pais é fornecer cuidados e amor incondicional para que as crianças sejam livres para concentrarem a sua energia na aprendizagem e no crescimento feliz.

Por vezes as necessidades da criança são sacrificadas para cuidar das necessidades de um ou de ambos os pais. A chamada Parentificação, pode ser definida como uma inversão de papéis entre pais e filhos. Como resultado, os filhos parentificados são forçados a assumir responsabilidades e comportamentos adultos antes de estarem prontos para fazê-lo.

Parentificação pode ser vista em dois eixos distintos:

Parentificação emocional – ocorre quando uma criança ou adolescente tem o papel de confidente / mediador de (ou entre) pais e / ou membros da família. Uma fonte de constante apoio emocional e cuidado aos pais ou irmãos, como quando se torna confidente ou conselheiro dos pais, que podem compartilhar detalhes íntimos sobre suas preocupações e vidas pessoais, que a criança não está preparada nem desenvolvida emocionalmente para conhecer.

Parentificação física – quando a criança assume tarefas práticas reais de trabalho físico, a fim de ajudar no lar, como limpar, cozinhar, ajudar os irmãos mais novos a estudar, cuidar de outras tarefas e responsabilidades práticas.

Ser parentificado é uma experiência solitária, porque a criança não tem a quem recorrer para obter ajuda e orientação. Desenvolve um senso de obrigação de cuidador, resultando em imensa culpa sempre que deixa de fazê-lo ou tenta atender às suas próprias necessidades. Aprende a internalizar as suas lutas pessoais para se concentrar melhor nas suas muitas responsabilidades, na esperança de que finalmente receba amor. Do sacrifício essencial da infância e do desenvolvimento adequado do cérebro, a parentificação deixa as crianças vulneráveis a uma variedade de problemas, uma vez que crescem em adultos, incluindo depressão, ansiedade, baixa autoestima, impulsividade, raiva, problemas de confiança, perturbações alimentares, sentimentos crônicos de culpa, sensibilidade à rejeição e decepção, dificuldade em formar e manter relacionamentos.

Os pais também são filhos. E todos têm a sua própria história. Uma história única, e que só cada um conhece. Os pais com as melhores intenções podem sobrecarregar os filhos e criar inversões de papéis difíceis de ver na superfície.

A psicoterapia estabelece segurança e espaço para exploração interna, uma experiência repleta de curiosidade, calma, conexão, compaixão, centrada em si e no momento. Reconhecer os desafios que foram impostos pela vida, e entender as várias maneiras pelas quais o passado moldou os comportamentos e emoções do presente. Uma transformação interna ao encontro de si mesmo.

Reinaldo Diniz

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